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Archive for Março, 2009

“(…)Talvez você, hoje, já não se recorde, já não sinta. Talvez já não te faça a falta que me faz. Mas eu finjo pra mim mesma que não ligo, que sou indiferente. Dissimular tem sido o meu verbo preferido. Nem parece mais que aqueles meses foram assim importantes, nem parece. E eu nem sinto tua falta tanto assim. Não mesmo. E eu nunca menti tanto. Nunca.”

“Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva”.

Caio Fernando Abreu.

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“Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (…) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (…) talvez um se matasse, o outro negativas. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada.”

(“Depois de agosto”, Ovelhas negras  – Caio Fernando breu)


“QUEM DIRIA QUE VIVER IA DAR NISSO?”

(Caio F. de novo)

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