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Archive for Fevereiro, 2010

“All the days that pass me by so slow
All the emptiness inside me flows
All around and there’s no way out”

“And though, I’ll be reaching for you even though
You’ll be somewhere else, my love will go
Like a bird on its way back home…”


… passava o resto do dia representando com

obediência o papel de ser.

Clarice.

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sem saber

porque é assim que eu tenho passado os dias. sem saber se essa falta que você me faz é passageira ou é condutora, maquinista, piloto, motorista, se vai ficar assim, no controle de tudo que acontece e que deixa de me acontecer. e até quando. naqueles momentos em que você tenta se convencer de que sim, passa, porque sempre passa, com todo mundo, porque esse é o discurso que eu faço / SEMPRE fiz quando não era comigo. e uma vez foi comigo. e funcionou também. mas acho que gastou… gasta, essas coisas de get over? Chega um dia em que você não consegue mais? e parece tudo misturado; um mix da tua ausência e da ausência de outras presenças que me seriam indispensáveis. tudo junto, assim, de repente. demasiada maldade, eu acho. na vida, devia ser de outra forma, devia ter o tempo de respirar, depois que se perde o fôlego; nada mais justo.  agora, como faz com a realidade que te atira as circunstâncias na cara e te faz virar noites pensando em como ser mais forte, mas resistente, menos covarde, ou pensando em alguma alternativa – mesmo quando há muito tempo você sabe claramente que não há, nenhuma sequer.

estações de metrô, melodias e não necessariamente letras, letras sem melodia, no papel, e coisas abstratas e momentos imbecis, o simples atravessar de uma rua num quase suicídio coletivo, aquele cavalete no meio da sala, as paredes coloridas, a aquarela, a escada caracol, a caixa, durante a mudança, que tinha lençol tempero tênis macarrão xícara meia papel higiênico, blusa, maquiagem, celular pincel. não me incomoda a falta de inspiração, a única falta que me corrói é a tua e alguma outra que  você sabe… você sabe.

“Pudesse abrir a cabeça, tirar tudo para fora, arrumar direitinho como quem arruma uma gaveta.”

Caio F.

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